pode entrar.


Felicidade, quando chegar não faça cerimônia.
Eu já deixei tudo preparado e o coração escancarado,
é só você entrar.


só(L)


Era pra ser só.
Mas ela escolheu ser SÓL.






 







um pé-de-amor


No quintal de lá de casa plantei um pé de bem-me-quer.
E eu cerquei de cuidados, reguei de paciência.
E tá dando frutos bem bonitos.

Toda manhã eu vou lá e (re)colho amor.



 





   

constelações.



   É que no céu de mim tenho constelações. De pessoas que são estrelas. Que não param de brilhar.
Carrego um punhado delas no coração.




  


das coisas.

O que pesa: saudade.
O que fica: lembranças.
O que já foi: passado.
O que carrego: esperança.

O que vem: Futuro.
O que se foi: tristeza.
O que preciso: um porto seguro.
O que cativo: delicadeza.

O que dá força: oração.
O que é pra sempre: eternidade.
O que me resta : o Presente.
O que me cabe: a FELICIDADE.







ponteiros.

Não me importo com as horas que passam.
Me importo, mesmo, é com a vida que passa.
Posso perder todo tempo do mundo, só não posso perder um minuto de vida.
Se é que você me entende.
Não sigo os ponteiros do relógio, sigo as batidas do coração.

E vivo assim, não marco o tempo, no tempo, apenas deixo marcas.



  


fico tonta,

É que às vezes eu me sinto perdida, sem saber pra onde ir, sem saber pra onde vai a minha estrada.
Mas, mesmo sem saber, eu continuo caminhando, mesmo na incerteza eu continuo acreditando, porque pra mim o importante mesmo é não parar.

 Largo meu coração na estrada e sigo em frente. Sempre.


  


lembranças

  Há certas lembranças que custam a sair da gente, que volta e meia aparecem acompanhadas daquele perfume vagabundo querendo impregnar a alma e o coração da gente. Tenho dessas (lembranças) que por mais que eu jogue fora, insistem em querer voltar. Mas eu não desisto, insisto e rezo, peço, pra que se afastem de mim todos os maus pensamentos e todas as más lembranças que insistem em não me deixar. Não quero ocupar espaços desnecessários em meu coração, se for pra recordar que seja bom, se for para guardar que me faça bem. E que nenhum mal predomine em meu caminho. Amém.

                                                       [Agora, tô me livrando de tudo que me detém.] 

marcas.



Eu não quero me limitar a estas linhas que me contornam. É que vou muito além desses contornos e trago muito mais que estas linhas que me demarcam. Estas linhas que me desenham são apenas marcas externas que o tempo deixa cravadas em minha pele. Não me limito a estes riscos que me delimitam, carrego muitas outras marcas, muitos outros riscos por dentro. No coração. No pensamento. O tempo e a vida deixaram, e me deixam, com muitos sinais, muitas feridas que se fecharam e viraram cicatrizes. Há traços que ninguém vê. Há muito que nem mesmo eu consigo enxergar. Muito de mim é imperceptível aos olhos.
Às vezes apenas sinto, sinto cada marca, cada risco deixado em meu coração.
E eu não espero que me vejam por dentro, desejo apenas que não me julguem pelo que veem por fora.






Eu (não) aprendo.


  
Eu não sou boa em cumprir promessas. Vivo fazendo juras, compromissos, prometendo o incumprível.
Vivo me iludindo- comigo mesma.
Às vezes eu tento ser otimista e acabo indo longe de mais. 
Eu só queria poder realizar alguns impossíveis, alguns possíveis para mim quase que inalcançáveis, poder garantir todos aqueles sorrisos os quais eu me encarreguei de fazer brotar.
Eu queria não me sentir tão impotente, fazer as coisas acontecerem de um outro jeito.
Fazer cumprir meus planos.
Mas eu sei.... A vida vive fazendo isso comigo. Me mostrando a outra face da moeda, me dizendo que não é bem assim. É que às vezes eu finjo não escutar a voz do destino, eu finjo não ver o que a vida me mostra o tempo todo. Eu me faço de desentendida, mas a vida não perdoa! E eu sei que no fundo, no fundo ela tem razão. Tudo tem a hora e o tempo certo de acontecer.

E uma coisa é certa, só se promete o que se pode cumprir.