Hoje eu sei o quanto eu sou FORTE!

Porque só percebemos a nossa força quando reconhecemos nossas fraquezas. E só quando as reconhecemos é que somos capazes de lutar contra elas. E de vencê-las
E é por isso que hoje eu sei o quanto eu sou forte! O quanto eu me tornei Forte.
Mesmo sem saber de onde vem, às vezes sem saber pra onde vai, tanta força, toda essa força, pra falar a verdade isso pouco me importa. Porque eu sei que ela está dentro de mim, ela surge em mim. E isso me basta. Tem me feito bem. E me feito feliz.
E agora eu sei até onde eu posso ir. Que muito da minha fraqueza era apenas medo. Que muito do meu medo era minha fraqueza. Sei do que eu sou capaz. Do que posso ser capaz. Eu me surpreendi quando vi que eu era mais do que eu imaginava, do que ainda não tinha sido.
Eu percebi que a minha fraqueza estava em não querer ser forte. E, agora, reconheço a minha força. Eu me deixei ser forte. E mesmo ainda sendo fraca, tendo eu minhas fraquezas, sei que eu posso sempre mais. E que nas minhas fragilidades eu posso encontrar forças.
Porque só hoje eu percebi o quanto eu posso ser FORTE!

O que eu quero,

Eu só quero paz.
Não quero que você me entenda, que você aceite. Quero apenas que me compreenda.
Quero ser livre para ter e tomar minhas decisões. Quero poder fazer minhas escolhas. E deixar de fazê-las, quando assim eu fizer.
Eu insisti demais, dificultei demais, e agora eu já não sei como descomplicar. E não é que esteja complicado, mas é que certas coisas incomodam. Tiram a paz.
Eu só quero a minha vida no lugar. No lugar em que eu quiser. E quero que aceitem. Porque afinal a vida é minha (ou não é?!). Eu quero as coisas do meu jeito.
E o que eu quero se chama paz.
Mas não pense que vou me render, que vou ceder se você me prometer paz. Quero a paz que vem de mim, dentro de mim. E mesmo que os caminhos sejam difíceis, que seja mais doloroso, vou buscar essa paz do jeito que eu desejo. Por dentro e por fora. Sem ter que deixar de lado meus planos, minhas decisões. Sem me deixar de lado.
Eu posso até me cansar, mas vou continuar a persistir. Minhas decisões já foram tomadas, minhas escolhas já foram feitas. Estou refazendo meus planos. E acredite, eu não vou desistir.
Pode ser tarde demais pra você. Mas ainda é cedo pra mim.

Do meu jeito

Sou além do que você vê. Sou tudo o que você não vê, prevê, e um pouco mais.
Misturas, fusões, junções. Mil e uma em uma só. Vários jeitos, trejeitos, vários gestos, vários gostos, cores, sensações. Texto incompleto, rascunhos inacabados, sem roteiros, sem resumos, sem restrições.
Linhas tortas trilhando uma história. De qualquer jeito, a qualquer modo, do meu jeito, meio sem jeito.
Do jeito que eu gosto.
Gosto de intensidades, dos pequenos detalhes, de surpresas, de mistério. Tudo no melhor sentido das palavras, confesso.
De sentir, de ser, de transbordar. De ser tomada pelas emoções, e transcrevê-las. Quando me convém.
Gosto de me ver fluir, me deixa levar, de sorrir, de chorar. De sonhar. Sentir o gosto do que a vida dá.
Gosto do gosto gostoso de viver.
Porque meu jeito é sempre assim:
-sorrir, chorar, cair, levantar. Seguir. Caminhar. Sempre. Sem desistir.

Mudanças

A gente vive esperando que as coisas mudem, que as pessoas mudem... até que um dia, a gente muda.
E percebe que nada mais precisa mudar. A gente, era quem precisava modificar as coisas, os fatos, os sentimentos. Porque é só aí que as coisas acontecem.
Porque a gente tem essa mania idiota de colocar a nossa vida em outra vida, às custas de outra pessoa. E esperamos que ela dê jeito, (como se outra pessoa tivesse obrigação, mas ela não tem. A gente é que tem).
Só quando mudamos percebemos as coisas mudarem, percebemos que para certas mudanças o nosso tempo já passou. Que certas modificações já não nos interessa. Mudamos nossas prioridades. Reorganizamos as coisas. Reciclamos alguns sentimentos. Jogamos foras algumas sensações.
Decidimos o lugar de cada coisa, o que se torna passado e o que fica no presente. Fazemos escolhas, mudamos os caminhos. Seguimos por outros rumos.
Trilhamos um novo destino.
Fazemos a mudança acontecer. E isso é o que transforma. Isso nos faz perceber que gente muda o que tem de mudar. E percebe que a mudança que realmente interessa, está dentro de nós.
Só mudamos o que tem que mudar, a gente é que precisa mudar.

Eu acredito.

Eu sei que a muito há fazer, muito a ser feito. Eu ainda tenho muitos desejos.
Sou repleta de sonhos.
Ainda tenho um futuro pela frente (eu espero). 
Ainda acredito que coisas melhores acontecerão. Que dias melhores virão.
Eu sempre acredito.
Eu acredito que é importante acreditar. Mesmo sabendo das minhas frustrações.
Eu acredito sem pretensões, sem certezas. Acreditar, é um modo de levar a vida. Mais leve, mais doce.
É o meu modo de levar.
Já tive decepções, já esperei de mais, já quebrei a cara.
E eu aprendi com isso. Aprendi a esperar na medida certa. Se é que se tem medida. Na verdade aprendi a não esperar. Digo, não criar falsas expectativas, pra evitar frustrações, embora eu saiba que elas sempre existirão. Esperar é como ter certeza de que as coisas acontecerão de um determinado jeito. Do jeito que a gente deseja. E não é bem assim. Nunca é bem assim.
É por isso que não espero. Apenas acredito. E mantenho sempre comigo um pouquinho de esperança. Deixo sempre uma semente plantada pra que possa reflorescer sempre que eu precisar. Que eu desacreditar.
Dizem que é a última que morre. E eu espero morrer junto com ela.

Meu medo.

Eu não sei se foi tarde ou cedo de mais, ou quem sabe tenha sido no tempo certo. Na verdade eu nem sei quanto tempo ainda tenho, eu já nem sei quanto tempo se passou, já nem sei o que é o tempo.
Mas, o fato é que cheguei até aqui. E aqui estou. Firme, forte, confiante, conflitante. Aprendendo a lidar com meus sentimentos, dúvidas, tormentos, com tudo isso que grita, que se cala, que dorme e que vive dentro de mim. E estou lidando bem, muito bem ( quer dizer, pelo menos é o que eu acho).
Não. Eu não tenho o que reclamar da vida. Não agora. Não aqui. Onde estou.
Como estou.
Porque apesar de todos os meus pesares ( e como pesou! foi de calejar o coração.), o fato é que tudo isso me fez um bem danado. Tudo isso que falo é tudo mesmo. Tudo o que eu vivi, tudo o que eu senti, tudo o que eu passei, errei, sofri, chorei. Eu disse TUDO!
Confesso que nem sei como cheguei a esse estado de compreensão da vida. Também não é que eu não tenha mais o que aprender, muito pelo contrário há muito, muito o que aprender ainda. Eu também nem sei se toda essa minha organização é passageira. Sempre há uma coisinha pronta para nos tirar do sério, para nos tirar dos eixos, pra bagunçar a nossa vida.
Mas eu pretendo saber lidar com esse tipo de coisinhas também. Pelo menos eu pretendo (e espero conseguir).
E é disso que tenho medo. Medo dessa compreensão, dessa minha aceitação das coisas, da vida, de tudo. Tenho medo que isso acabe. Que eu me desorganize, (é.às vezes tenho medo da desorganização). Tenho medo de mim. Medo de falhar, de me perder do que sou, do que me tornei. Medo de perder em mim essa certeza que eu posso ser feliz. E sou.
Tenho medo de viver tudo aquilo que eu fiz questão de esquecer, de perder esse jogo de cintura, de perder o controle de mim. Tenho medo desse medo. Que me atormenta, me incomoda, me inquieta. Mas que é só medo, medo do que ainda não vivi e espero não viver, ou reviver, não importa. Apenas medo.
E ,eu, só desejo que ele passe, que a vida passe, que meus desejos permaneçam. Que permaneça em mim esse equilíbrio e essa certeza de que tudo passa.
Inclusive o medo.

Se cuide.

Não importa se as coisas deram errado. Sempre é hora de recomeçar.
Não importa quantos erros foram cometidos, o importante é que se aprenda com eles. E que os erros, sejam sempre NOVOS erros.
Liberte-se de tudo o que não te fez bem. E o que não te faz. Esqueça o que passou, deixe de lado o que te faz sofrer, o que te faz não querer viver.
Enfrente, tente, consiga! Você vai perceber que é maior que o que você pensa. Sua força não está no seu tamanho, mas no tamanho da sua fé. Aquela que pode remover montanhas, lembra?! Mas, somente se você crer.
Não importa se os caminhos não tenham sido sempre floridos, se tudo tomou um rumo diferente do que você planejou. Supere. Esqueça. Apague (se puder).
Não se prenda à velhos erros, à antigas frustrações. Se preocupe em fazer diferente. Tente. Ao menos tente.
Corrija as falhas, encare o medo, arrependa-se, peça perdão, perdoe. Queira bem, faça o bem, cuide de quem te quer bem.
Faça o que VOCÊ acredita ser o melhor pra você. Pela razão ou pelo coração, não importa. Faça o que vier de você e para você. Seja você.
Não se prenda, não se renda, não desista.
Se liberte, se jogue, se cuide, se ame, viva.
E afaste de você tudo o que não te faz FELIZ.

Não cabe em mim

Tenho tentado controlar toda essa minha ânsia de viver. Não cabe numa vida só. Não cabe em mim. De repente me vejo pequena dentro do meu corpo.
Meu coração, minha alma, minha vontade de viver transbordam. Eu não consigo traduzir. Não sei explicar. É uma sensação que não consigo decifrar.
Me sinto aprisionada em meu corpo. Sem espaço. Sem ação.
Limitada dentro dessas linhas que me contornam.
Estou precisando me libertar. Precisando ser mais.
Querendo mais.
Querendo destilar toda essa minha vontade de viver.
De fazer valer.
Querendo libertar as emoções, as sensações, tudo isso que não cabe em mim. Querendo dizer à vida que 'eu estou aqui'.
Preciso me abandonar. Abandonar esse corpo que já não cabe em mim e libertar esse meu anseio de viver. Vou procurar um corpo que me caiba, eu e esses meus sentimentos que já não sei onde colocar, um corpo que caiba minha alma e todas minhas vontades.
Preciso de novos limites. Aliás quero não ter limites. Pertencer ao mundo, à vida. Despertencer de mim.
Há muita vida para viver e eu preciso dar conta de tudo isso, preciso conter tudo isso, essa vontade de ver, viver, e ser feliz. Que já não cabe em mim. 

Ai de mim!

Preciso, urgentemente, parar de gastar o meu latim e gastar minhas energias. Se as coisas teem que ser feitas, Que sejam feitas!
Chega de discursos bonitos, de palavras que enchem os olhos. Chega! Já passou da hora de arregaçar as mangas e trabalhar. Chega de falações, de promessas, de projetos. É hora de realizar.
Se eu é quem estou encarregada de colocar as coisas em seus lugares, que seja feito já! Prometer é muito cômodo, muito confortável. É muito fácil ficar aqui sentada e falar sobre o que eu acredito, sobre o que é certo, sobre o que eu tenho que fazer e... só! É preciso mais que isso. É preciso me libertar desse comodismo, dessa preguiça, dessa falta de ação. Preciso realizar tudo o que eu planejei para mim.
Cansei de mim. Dessas minhas falsas promessas, dessa minha falta de atitude, de coragem, de disposição.
Se eu não agir agora, já, imediatamente, aiai, vou tomar sérias atitudes comigo!
Vamos entrar nos eixos, mocinha! Quantas coisas há para arrumar, quantos livros esperando para serem começados  e terminados de ler, quantas matérias para serem estudadas. Quantos pingos esperando serem colocados nos 'is'.
Ando dando muito trabalho para mim! Mas eu acho que agora eu me coloco no jeito.
Ai de mim....

A vida é mesmo assim,

A gente passa por uma porrada de coisas, faz um monte de besteira, comete um monte de erros (alguns necessários, e outros, às vezes inúteis), sofre horrores, chora, grita, berra, tem vontade de se matar, só pra se dar conta de que a vida é assim mesmo. Tudo isso é necessário, é construtivo. Nos fortalece.
Mas a gente só se dá conta disso depois que PASSA por tudo isso.
Só depois de quebrar a cara é que percebemos que estávamos agindo errado. Só depois que a gente sofre ( e sofre muito, não é pouco não!) é que percebemos que de nada adiantou o sofrimento. Que sofrer só piorou a situação. Só depois de ter desfeito toda a complicação que fazemos é que nos damos conta de o quanto tudo era mais simples.
A gente aprende, que mentira não leva a nada , que sofrer não faz parar de doer, que fugir não resolve problema, que o medo só atrapalha, que o amor só é bem vindo quando existe o amor próprio, que nem tudo é como a gente quer (e na maioria das vezes quase nada é.), que saber esperar é quase uma obrigação e ter esperança é mais do que necessário. Com o tempo a gente aprende que tudo tem seu tempo ( que quase nunca é o nosso!). Que é preciso respeitá-lo. A gente aprende tanta, mas tanta coisa. Aprende principalmente que é preciso passar muitas coisas só para a gente aprender.
A viver. A ser feliz.
E que ser feliz não é questão de poder e sim de QUERER!
Porque a vida é mesmo assim... basta descomplicar.